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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Inkling (Wacom)




Hoje, numa procura por uma mesa de digitalização, deparei-me com esta maravilha...
Comprovem no vídeo abaixo...


É realmente uma enorme poupança de tempo, sendo sabido que todos os designers têm tendência para fazer um esboço de qualquer trabalho que tenham em mãos, esta ferramenta permite fazer a edição do que foi desenhado no papel, de uma maneira inovadora! A imagem pode ser importada para o  Photoshop e para o Illustrator, entre outros programas de edição. Permite a criação de vários layers, o que é fantástico, sendo que esses layers são incluídos na imagem ao exportar para o Photoshop. No caso do Illustrator, é ainda mais fantástico, pois a imagem fica editável, ou seja, em vector, com todos os pontos para os ajustes necessários.
Podem ver mais informações sobre esta maravilha da tecnologia aqui, no site oficial da Wacom.
A Wacom, já nos tem vindo a habituar a produtos de excelência, mas esta é sem dúvida uma ferramenta bastante útil e que deveria fazer parte da "colecção" de todos os profissionais (e não só, entusiastas, aspirantes, e qualquer pessoa) da área.
Sei que pelo menos eu, fiquei com uma vontade imensa de a juntar à minha "tralha".

Enjoy!

Edit: Digam-me o que acham desta novidade e que gadgets vocês usam!



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Open Source


Quem já verificou o preço do software que é utilizado em design gráfico e webdesign, sabe que é preciso uma pequena fortuna só para ter todos os programas necessários, mais as respectivas licenças. Também sabe que as actualizações de software que são sempre tentadoras e raramente em conta.
Mas sabiam que podem ter software totalmente grátis,sem necessidade de licenças e com bastante qualidade?
Pois é. Existem programas alternativos, totalmente grátis, para todos os programas de mais prestígio de todas as áreas de trabalho. 
Deixo aqui alguns exemplos de alternativas:

- Windows - Ubuntu (linux);
- Internet Explorer - Mozilla Firefox;
- Microsoft Office - Open Office;
- Winrar/Winace - 7zip;
- Corel Draw - Inkscape;
- Norton Antivirus - Clam Antivirus;
- Photoshop - Gimp;
- 3d Studio Max - Blender;
- Msn - aMsn;
- Acrobat Reader- Ghostview;

entre muitos, muitos outros... 

Como podem ver aquiaqui e aqui, a potencialidade é imensa. E alguns destes programas, se não todos eles, têm versões portateis, o que por vezes dá bastante jeito, para o "desenrasque" em casos de urgência. Já para não falar na hipótese de se pouparem uns trocos, por causa da crise!
Quanto a compatibilidades com maquinaria, penso não haver problemas. Se houver por aí alguém que utilize software open source, façam o favor de opinar.

Enjoy!



terça-feira, 14 de junho de 2011

Designer Gráfico?


"Ah! Mexe em computadores..."
Quantos de nós (designers gráficos e multimédia), já não ouvimos isto quando estamos a tentar explicar qual é a nossa profissão? Todos ou quase todos.
Na verdade, não é muito fácil explicar à tia que não sabe mexer num computador ou ao vizinho que acha que um megapixel é uma doença, o que fazemos da vida.
O que eu costumo explicar é que faço cartões de visita, cartazes, flyers... Mas continuo a receber essa expressão como resposta. Ao que respondo "Sim, é mais ou menos isso..."
Não seria muito produtivo tentar explicar-lhes isto:

Design Gráfico é...:

- a utilização de imagens e texto para a comunicação de uma ideia ou mensagem;
- utilizado para informar, publicitar, identificar, sinalizar, persuadir e entreter os indivíduos/organizações a que se destina;
- criação de logótipos, cartazes, símbolos, catálogos, folhetos, sinalética, websites, exposições,  etc;

Assim sendo, o designer:

- estudou e conhece as questões relativas ao que faz, como cores, formatos de imagem, tipografia, produção gráfica... O que faz dele um profissional como qualquer outro;

- analisa e gere orçamentos(dependendo da sua função se trabalhar por conta de outrem), prazos, conflitos e resoluções, para melhor servir o cliente;

- investiga o que já foi feito tendo em conta as necessidades de cada cliente, o que é pretendido cumprir, o público-alvo...;

No fundo, o designer gráfico tem de efectuar toda uma pesquisa relativa ao que o cliente pretende, para não cair no erro de criar algo que já foi feito ou andar perigosamente perto de copiar alguém. A pesquisa é fundamental no trabalho do designer, seja para evitar estes erros, como para se inspirar quando a inspiração falta. 
Depois da pesquisa feita, segue-se o processo criativo. Este processo é o mais importante. Com todos os dados do cliente e de tudo o que já foi feito, tenta-se criar algo novo, algo que satisfaça todos os requisitos do cliente, que seja reconhecido como dele, que o identifique inequivocamente. Para isso, elaboram-se várias propostas. É certo e sabido que vão existir propostas que mais nos agradam e propostas que mais agradam o cliente, e raramente estas duas vertentes vão coincidir. Depois da escolha do cliente, não havendo mais alterações (quase de certeza que ele já mudou desde a estrutura, à disposição dos elementos, passando pelas cores e tipos de letra), passa-se à produção. 
Por vezes, dependendo do trabalho e da sua complexidade, a produção é mais trabalhosa do que a parte criativa, o que muitas vezes os clientes não entendem, pois para eles "agora é só imprimir!". E por vezes a impressão pode ser um verdadeiro inferno, quando as cores não batem certo, ou as máquinas insistem em dar problemas. Basta um pequeno erro de impressão, para as coisas correrem mal se for necessário fazer acabamentos, como o corte, e ter de ser tudo impresso de novo. 

Seja qual for a vertente do design em que estamos inseridos, há sempre esta necessidade de pesquisa, estruturação e apresentação de soluções, e produção.

E basicamente, é esta a vida de um Designer. E vamos continuar a responder a esta expressão "Ah! Mexe em computadores..." com outra expressão "Sim, é mais ou menos isso..."

Enjoy!






quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como preparar uma imagem para corte em plotter PT.2


Olá a todos.
Como prometido, aqui fica a segunda parte! podem visualizar a primeira aqui.
Prontos para começar? Então vamos lá a isso.
A imagem que eu usei é bastante simples em termos de vectorização e é um bom exemplo para começar.

Podem ver o autor(a) desta e outras imagem aqui. Todos os direitos reservados :)

Como podem ver, esta imagem tem gradiente e sombras, que não irão aparecer no trabalho final, pelas razões que já mencionei no post anterior.

Passo 1:

O primeiro passo a ter em conta é verificar o que é descartável e o que é indispensável na imagem. Neste caso, o que interessa é tudo o que está pintado a preto. 
Então, com a ferramenta de vectorização, começa-se a vectorizar a parte exterior da imagem, como se pode ver na imagem abaixo, marcado a vermelho. 



Convém sempre utilizar uma cor de linha que sobressaía na imagem, para conseguirmos vizualizar todos os detalhes.
Assim que a imagem tiver todo o exterior vectorizado deverá ter este aspecto: 



Isto torna o a imagem um único objecto. Para entenderem melhor o que quero dizer, se derem uma cor a esse objecto deverá ser algo deste género:


Ora, e isto ainda não se parece nada com a imagem que queremos. Então, voltamos a tirar a cor do objecto, ficando apenas com as linhas. De seguida, escolhemos outra cor e começamos a vectorização do interior da imagem. 



Como mostra esta imagem, esta estrela será constituída por 3 partes, a parte maior que inclui as 3 pontas, e duas mais pequenas do lado esquerdo. É necessária esta divisão, pois ao enviar para corte a plotter faz TODOS os cortes que estejam na imagem, estejam estes visíveis ou não. É também necessário vectorizar o pequeno espaço branco entre a estrela e o ramo, que está na imagem a amarelo.
Será então algo parecido com isto:


Agora vamos soldar todas as peças. Para isso seleccionamos a estrela, e com o shift pressionado escolhemos um dos elementos interiores para termos os dois elementos seleccionados. De seguida escolhemos a opção "front minus back" ou "back minus front" dependendo da disposição dos elementos.


Depois de concluída essa fase em toda a imagem, teremos algo parecido som o que se encontra na imagem abaixo:

  
Já está mais parecido com o que queremos. Assim, só falta a vectorização das estrelas complementares.


Depois de tudo vectorizado, teremos então a imagem pronta. 


Como já tinha explicado na parte , os sombreados não são possíveis de recriar em vinil, a não ser que seja vinil impresso, em vinil com cores planas, não há gradientes nem sombreados.
Antes de enviar para corte, convém colocar a imagem em wireframe, para verificar se não existe nenhuma linha fora do lugar ou linhas cruzadas. Para isso, basta seguir os passos mostrados na imagem abaixo.


E iremos ter algo parecido com isto.


Sem linhas cruzadas, como na imagem abaixo, e como se fosse um único objecto. 


Pronto, e são estas as coisas a ter em conta quando se prepara uma imagem para corte em plotter.
Espero que tenha alguma utilidade.

Enjoy!



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Como preparar uma imagem para corte em plotter PT.1



Bem, era isto que eu gostava que me tivessem ensinado no curso, porque eu sai de lá a pensar que era tudo muito fácil, era só chegar ali, mandar cortar duma maneira qualquer e está a andar...
O mesmo se passa com as montagens para impressão e corte, mas isso fica para outra altura...
vamos considerar isto uma introdução e prometo que quando tiver um tempinho faço um tutorial com todos os passos para ficar uma imagem perfeita!
Então, a primeira coisa a ter em conta é o tipo de imagem que queremos utilizar. temos sempre de ter em conta que o vinil só tem cores planas, então se escolhermos uma imagem que contenha gradientes, temos de ter consciência que não vai ficar com o mesmo efeito em vinil. (Para isso, usa-se a impressão digital + corte. Processo menos trabalhoso mas muito mais caro!).
Tendo a imagem escolhida, passamos à vectorização. E é aqui que a coisa se complica...
Quando vectorizamos uma imagem para impressão normal, não importa se temos layers atrás de layers, pontos em cima de pontos ou linhas em cima de linhas, desde que se a imagem fique perfeita. Para vectorizarmos uma imagem para corte, temos de tentar vizualizar a imagem no material, e ter a certeza do que vai ser para descartar.
A primeira coisa a ter em mente é que não podemos ter linhas sobrepostas pois a plotter lê rodas as linhas e todos os pontos e executa-os todos. Por isso se tivermos linhas em cima de linhas, podem ter a certeza que a máquina as vai cortar e depois é "o cabo dos trabalhos". Uma boa técnica (a que eu uso) é tentar identificar tudo o que vai ser para descartar e o que é para ficar, e tentar fazer com que todas as peças que estão ligadas, fiquem vectorizadas como um só objecto.

Bem, para já, acho que já ficam com uma ideia. prometo que completo com o tutorial assim que possível!

Fiquem bem.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Design is...

Depois de alguma ausência, encontrei estes cartazes.Tinha de partilhar, pois cada um deles representa uma parte do que é o design.
Enjoy  :)


Descaradamente surripiados daqui.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vantagens e Desvantagens do Freelance


Neste post vou falar um pouco sobre o freelance, sobre as suas vantagens e desvantagens.
Vou começar por definir freelance. 
O freelance é uma modalidade de trabalho, em que não existe um vínculo a uma empresa ou empregador. Assim, o freelancer é o seu próprio patrão. Pode trabalhar em vários projectos, de forma independente.


As vantagens deste tipo de trabalho são as seguintes:


  • Ser o próprio patrão: esta pode ser uma grande vantagem. O freelancer escolhe o horário de trabalho que mais lhe convém, e o local de trabalho, seja em casa ou num estúdio. É necessária muita disciplina para cumprimento de prazos, mas também algum respeito por horários de descanso e recarregamento de energias.
  • Escolher os clientes: é uma grande vantagem poder escolher os clientes com quem vamos trabalhar,  havendo sempre um grande entendimento e cooperação entre o designer e o cliente, para evitar mal entendidos e criar uma relação harmoniosa, resultando na satisfação do cliente, e no seu retorno. 
  • Escolha de preços: geralmente os trabalhos efectuados em freelance são cobrados por hora de trabalho,o que permite chegar a valores mais justos do que o tabelamento de serviços, por exemplo, se gastarmos 5 horas na criação de um logótipo e 10 horas na criação de outro, não seria de todo justo levar o mesmo preço por ambos, pois o segundo roubou-nos muito mais tempo que o primeiro, e como todos nós sabemos, tempo é dinheiro!
    Outra vantagem é que podemos ser flexíveis em relação aos orçamentos, de modo a manter os clientes, podendo fazer descontos. 
  • Liberdade criativa: a liberdade criativa é FUNDAMENTAL em qualquer projecto. Ao ser o seu próprio patrão, o freelancer só pode ser limitado pelo próprio cliente, não necessita de ser sujeito a opiniões de patrões e colegas que acham que "assim fica mais bonito" ou " isto dá muito trabalho". O facto de dar muito trabalho não deve ser limitador. ( A não ser que isso resulte num orçamento exurbitante).
Passemos então às desvantagens do freelance:

  • Gestão de si próprio: nem todos os designers têm experiência em gestão. É necessária a gestão de tempo, clientes, projectos, orçamentos... o que pode ser um verdadeiro pesadelo se não tiver um sentido de gestão e organização minimamente desenvolvido. Isto pode resultar em perda de clientes por esquecimentos ou atrasos...

    •  A gestão de si próprio envolve: 

      • Gerir as próprias contas: pagar contas, impostos...Isto pode ser um pouco confuso no início. Para uma ajuda extra nestes assuntos, é sempre uma boa ideia recorrer a contabilistas ou então a programas de contabilidade para manter a organização.
      • Gerir os clientes: é necessário manter a lista de clientes actualizada, excluir algum que eventualmente não seja mais cliente, manter os clientes actuais e até acrescentar novos..
      • Gerir o tempo: convém haver uma boa gestão do tempo e a fazer uma estimativa de quanto tempo irá levar um projecto, não só para efeitos de orçamento, como para a gestão de outros projectos que pode ter em mãos na altura. Isto é muito importante - se orçamentamos um projecto em 30 horas e levamos 40 horas a concluí-lo, estamos a perder dinheiro.
  • Local de trabalho: a tendência é para os freelancers trabalharem em casa. Isto pode trazer várias complicações como o isolamento, a falta de alguém para debater ideias ou compartilhar tarefas. No entanto, há sempre a possibilidade de trabalhar num pequeno escritório ou estúdio, podendo desse modo continuar a ter a sua casa como local de descanso.
  • Encontrar o próprio trabalho: isto é essencial. Pode acontecer ser o cliente a solicitar os serviços do freelancer, se este já tiver um certo prestígio ou houver uma grande divulgação do seu trabalho, ou até através de outros clientes, mas a tendência é para ser o freelancer a contactar os potenciais clientes a oferecer os seus serviços e a propor projectos. Esta desvantagem leva a outra também bastante importante ter em conta: o freelancer pode ter dezenas de projectos em apenas um mês e no mês ou meses seguintes, não conseguir angariar nenhum projecto. Esta é uma desvantagem a nível monetário, pois quando se trabalha numa empresa, mesmo que o fluxo de trabalho seja intermintente em alguns meses, recebe-se um ordenado fixo, e no caso do freelancer, não há ordenado fixo, o que pode significar meses sem receber.


Penso que estas são as vantagens/desvantagens mais importantes no que toca ao freelance. É sempre importante ter em conta este tipo de coisas quando se dá "o salto". 



Digam-me o que pensam, se são freelancers, o que acham desta modalidade e, se acharem que falta aqui alguma vantagem/desvantagem, sugiram! :D

;)